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terça-feira, 19 de março de 2013

CASTRO ALVES

Faz tantos anos...
O tempo envolve-se nos tempos.
Gerações sucedem-se,
mas o encantamento
e vigor de teus versos
nos fazem vibrar,
transpondo as eras.
Poeta, transbordando amores,
enleando-se em cantos à Natureza.
Brados ergueste á injustiça
e a revolta que te abrasava a alma
transbordou em lavas na poesia.
A raça oprimida que clamaste
com versos divinais da inspiração
realiza teus sonhos de liberdade.
Herói da terra em que nasceste.
Teus poucos anos nos deixaram rastros.
        Ana Maria Osório

terça-feira, 12 de março de 2013

Dia 14 de março - Dia do Poeta! Dia de Castro Alves!

Queridos amigos clipeanos! 14 de março, Dia do poeta!
Para comemorar a data, O Clipe vai realizar um sarau em homenagem a nossa amiga Ligia Antunes Leivas.
Av. Ferreira Viana, 150 ap. 202. Fone. 8115.9416, a partir das 19h.

LÍGIA ANTUNES LEIVAS, uma apresentação

Lígia iluminou por muitos anos o CLIPE com seu entusiasmo e energia. Nascida em Pelotas, graduada em Direito e Letras, Pós-graduada em Língua Portuguesa, professora aposentada e ex-revisora da UFPEL, Lilu acumulou prêmios e distinções participando de diferentes entidades no Brasil e exterior.

“ Um ser na multidão”, dizia e acreditava “ser a literatura um grande recurso para tornar o mundo mais humano.” À Lígia nossa homenagem nesse primeiro Sarau do Clipe.

POR QUE A POESIA?
“Simplesmente porque tudo na vida – traga a máscara que trouxer – tem sempre o traço poético que poderá ser descoberto com a sensibilidade dos que a têm latente-latejante.”

Texto retirado do livro OLHOS ALÉM
Lígia Antunes Leivas


A UMA AMIGA

Te fuiste un día
Como se va enero
Seguro en el cielo
Habrá ternura
Sonrisas y amistad,
Hoy tus amigos
Mucho lo lamentamos
Y en vano preguntamos
El porqué,
Lígia querida
Mi verso es una lágrima
Que al hueco de mi alma
La quiere aliviar,
Nos queda tu sonrisa
Por siempre en el recuerdo
Igual que un verso
Que no podré olvidar.

Antonino Campos
Paysandú – Uruguay

sábado, 10 de março de 2012

Março...8 // Março...14

      Duas datas dignas de serem lembradas e comemoradas: 8- Dia Internacional da Mulher, que ainda tem muito a conquistar; 14- Dia da Poesia, que canta os acontecimentos da vida, da alma e encanta emocionando os corações.
      Há 165 anos nascia, na Bahia, um menino chamado Antonio de CASTRO ALVES, que se tornou um grande POETA, de tal modo que, hoje, o dia de seu aniversário é consagrado à POESIA.
      São estas as razões pelas quais o Centro Literário Pelotense congratula-se com todas as mulheres indistintamente e, em especial, áquelas que se dedicam à poesia.

              MULHER!
      Pensaste quanto és importante?
Mulher! Desde o início da humanidade
Mulher! Desde o início da humanidade
      És o pilar da sociedade.
O que pode o homem sem a presença da mulher?
      É ela que carrega no ventre
      A criança inocente.
      É a mulher que acalma,
Conforta a alma dos que sofrem,
      Em todas as atividades
      Encontramos qualidades
      Da mulher.
A mulher é mãe,
É força, é carinho,
      É conforto, é paz.
Não importa o papel que desempenha.
      Mulher esposa
      Compreensão, diálogo,
      Cooperação.
Mulher! Tu és a mola mestra
      Que impulsiona o mundo
E, com tuas virtudes, sabedoria,
Força, dedicação e amor,
      Tu, Mulher, podes
      Promover a PAZ.
      Paz nas almas
      Paz nos corações
Paz à Humanidade inteira!...
             Marísia Vieira

segunda-feira, 14 de março de 2011

14 de março- Dia da Poesia- Dia de Castro Alves

      O Centro Literário Pelotense, fundado por um grupo de poetas, não poderia deixar de glorificar o grande poeta brasileiro Castro Alves.
     
      Parabéns, pois, a todos aqueles que, de alguma forma, leem, escrevem, admiram, cultuam a poesia.


                   A POESIA QUE FICOU
O ar ameno, suave, o céu coberto de anil.
Aqui há um canto de ave em tudo a beleza do abril.
As folhas amareladas, o arrulho da rolinha,
as paisagens encantadas que apreciamos à tardinha.
O sol se põe no poente engalanado de ouro,
voando em voo contente zunem abelha e besouro.
As asas ruflam ligeiras pusando de flor em flor,
beija a hortência e a roseira o colibri multicor.
O entardecer nos encanta com seus suaves perfumes.
A lua surge, levanta, as rãs soltam seus queixumes.
Tudo muda na paisagem, há sombra, é escuridão
na prateada folhagem que dourada era então.
A mata densa é negrume, a nuvem corre veloz,
faz-nos lembrar o queixume do negreiro "Albatroz".
A praia deserta e calma branqueia ao luar
Convida a nossa alma no silêncio a meditar.
A onda calma, tranquila vem na praia terminar.
Nossa grandeza aniquila, diminui diante do mar.
Tudo muda na paisagem, tudo muda nesta vida,
fica somente a imagem de nossa ilusão perdida.
De Varela as "Névoas" vejo, esvaindo qual neblina.
De Assis o belo arpejo à esposa Carolina.
Quanta beleza cantavam Castro Alves e Alencar.
Casemiro versejava com a alma a palpitar.
De todos ficou a poesia, de todos bela lembrança
conforto que acaricia, afaga nossa esperança.
Marísia Vieira