segunda-feira, 14 de março de 2011

14 de março- Dia da Poesia- Dia de Castro Alves

      O Centro Literário Pelotense, fundado por um grupo de poetas, não poderia deixar de glorificar o grande poeta brasileiro Castro Alves.
     
      Parabéns, pois, a todos aqueles que, de alguma forma, leem, escrevem, admiram, cultuam a poesia.


                   A POESIA QUE FICOU
O ar ameno, suave, o céu coberto de anil.
Aqui há um canto de ave em tudo a beleza do abril.
As folhas amareladas, o arrulho da rolinha,
as paisagens encantadas que apreciamos à tardinha.
O sol se põe no poente engalanado de ouro,
voando em voo contente zunem abelha e besouro.
As asas ruflam ligeiras pusando de flor em flor,
beija a hortência e a roseira o colibri multicor.
O entardecer nos encanta com seus suaves perfumes.
A lua surge, levanta, as rãs soltam seus queixumes.
Tudo muda na paisagem, há sombra, é escuridão
na prateada folhagem que dourada era então.
A mata densa é negrume, a nuvem corre veloz,
faz-nos lembrar o queixume do negreiro "Albatroz".
A praia deserta e calma branqueia ao luar
Convida a nossa alma no silêncio a meditar.
A onda calma, tranquila vem na praia terminar.
Nossa grandeza aniquila, diminui diante do mar.
Tudo muda na paisagem, tudo muda nesta vida,
fica somente a imagem de nossa ilusão perdida.
De Varela as "Névoas" vejo, esvaindo qual neblina.
De Assis o belo arpejo à esposa Carolina.
Quanta beleza cantavam Castro Alves e Alencar.
Casemiro versejava com a alma a palpitar.
De todos ficou a poesia, de todos bela lembrança
conforto que acaricia, afaga nossa esperança.
Marísia Vieira

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